Seu filho não guarda os brinquedos, reclama para desligar a televisão ou transforma um simples pedido em discussão? O psicólogo Alan Kazdin, da Universidade Yale, passou décadas estudando como as crianças aprendem a cooperar, e o método Kazdin nasceu desse trabalho. Neste guia você entende como ele funciona e conhece sete situações do dia a dia para experimentar em casa.
Resposta rápida: o que é o método Kazdin? É uma forma de educar baseada em pesquisas do psicólogo Alan E. Kazdin, da Universidade Yale. Em vez de focar no castigo, os pais escolhem o comportamento que querem ver (o “oposto positivo”), preparam a situação, praticam com a criança e elogiam de forma específica quando ele acontece, deixando consequências leves em segundo plano.
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Neste artigo

São 19h30, o jantar está quase pronto, há brinquedos pela sala e a criança continua diante da televisão. A mãe pede que ela desligue e vá lavar as mãos, mas nada acontece.
Ela pede de novo, a criança diz que quer terminar o desenho, o pai entra na conversa, a voz sobe e, poucos minutos depois, a preparação para o jantar virou briga.
A cena parece familiar? Ela é tão comum que virou objeto de pesquisa, e é justamente aí que o método Kazdin começa, com a ideia de que um comportamento adequado não precisa só ser exigido, porque muitas vezes ele precisa ser ensinado, praticado e fortalecido.
Quem é Alan Kazdin e de onde vem o método Kazdin?
Alan E. Kazdin é professor emérito de Psicologia e de Psiquiatria Infantil da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Dirigiu o Yale Parenting Center, presidiu a Associação Americana de Psicologia em 2008 e soma mais de 800 publicações sobre crianças, famílias e métodos de pesquisa.
Seu trabalho começou longe dos livros para pais, atendendo crianças internadas por agressividade grave numa unidade psiquiátrica infantil. Ali ele desenvolveu e testou duas intervenções, o Parent Management Training (PMT), ou treinamento de manejo parental, e o Problem-Solving Skills Training (PSST), um treino em que a própria criança aprende a pensar em soluções antes de agir.
No PMT, quem aprende primeiro são os adultos, que ensaiam com um terapeuta a forma de pedir, de elogiar e de reagir até que isso saia natural, e só depois levam a prática para casa.
Anos mais tarde, Kazdin traduziu essas estratégias para as famílias em geral. O primeiro livro chegou ao Brasil como Como educar crianças difíceis – Método Kazdin, pela Novo Século, com o subtítulo “sem remédios, terapia ou conflitos”. Para quem lê em inglês, The Everyday Parenting Toolkit, de 2013, aplica o mesmo raciocínio a desafios comuns, como dever de casa e hora de dormir, e a Yale oferece um curso on-line gratuito do autor, o Everyday Parenting, na Coursera.
Vale uma distinção importante, já que o livro para pais traz orientações para o cotidiano, enquanto o treinamento clínico é um tratamento estruturado, conduzido por profissionais.
Afinal, o que é o método Kazdin?
O método Kazdin é uma abordagem de orientação parental baseada em princípios de aprendizagem da psicologia comportamental. O objetivo não é a obediência imediata, e sim desenvolver comportamentos positivos, reduzir conflitos repetidos e deixar a convivência mais leve.
Pense no pedido “pare de ser bagunceiro!”. O que, exatamente, a criança deve fazer, guardar os carrinhos ou pôr a roupa no cesto? A palavra “bagunceiro” é um julgamento, não uma instrução.
Compare com “vamos colocar os carrinhos nesta caixa antes do jantar”, que traz uma ação concreta, que pode ser mostrada, praticada e elogiada. Essa troca simples resume boa parte do método Kazdin.
O oposto positivo e a prática reforçada
Dois conceitos sustentam o livro brasileiro e quase não aparecem em textos sobre o tema.
O oposto positivo é o comportamento que você quer ver no lugar daquele que incomoda. Se o problema é gritar, o oposto positivo é pedir em tom normal, e se é bater no irmão, é pedir o brinquedo com palavras ou chamar um adulto. O método Kazdin insiste que, antes de pensar em como acabar com um comportamento, você defina o que vai ocupar o lugar dele.
A prática reforçada é repetir esse comportamento muitas vezes, com elogio logo em seguida. Funciona como aprender um instrumento, primeiro as notas, depois as escalas e, por fim, a música inteira, e o elogio não é o objetivo, ele serve para que a prática aconteça de novo.
O ABC do comportamento no método Kazdin

O método Kazdin organiza tudo em três letras:
- A, de antecedente: o que acontece antes, como um pedido, um aviso, o tom de voz ou a hora do dia.
- B, de behavior (comportamento): o que a criança faz.
- C, de consequência: o que acontece depois e influencia se aquilo vai se repetir.
Na cena do jantar, o pedido é o antecedente, e a criança pode desligar, pedir mais tempo, reclamar ou ignorar. Se ela reclama por vários minutos e ganha mais um episódio, essa consequência ensina que reclamar funciona.
Isso não quer dizer manipulação consciente. Pesquisas do psicólogo Gerald Patterson, que inspiraram o método Kazdin, descrevem um ciclo comum em que o adulto pede, a criança resiste e o adulto desiste para encerrar o conflito, de modo que os dois saem “recompensados” e a cena volta no dia seguinte.
Nos antecedentes, o método Kazdin recomenda tom calmo ou brincalhão, instrução clara e escolhas sempre que possível, e pede para evitar o que costuma piorar a cooperação, como comentários duros, sermão repetido e ameaças.
Veja a mesma cena com o ABC a favor. Antes do desenho, a família combina que a TV desliga quando o episódio acabar, e um temporizador visual ajuda a criança a ver o tempo passando. Perto do fim, o adulto lembra, com calma: “Quando o desenho terminar, vamos lavar as mãos. Você quer ir andando como um robô ou pulando como um coelho?”
Se ela vier, o elogio nomeia a ação: “Você desligou quando o desenho terminou e veio lavar as mãos. Combinado cumprido!” Não é mágica, e o cansaço ainda pesa, mas as chances melhoram muito.
Sete situações do cotidiano para aplicar o método Kazdin
As cenas abaixo são simulações educativas, inspiradas nos princípios do método Kazdin, e não relatos de pacientes nem garantia de resultado, então adapte à idade e ao jeito de cada criança.
1. A criança não quer guardar os brinquedos

A situação. A sala está cheia de blocos e bonecos, a mãe pede que o filho guarde tudo e ele responde “Não quero! Estou brincando!”, jogando mais um carrinho no chão.
O que observar. Guardar tudo é uma tarefa grande para uma criança pequena, e interromper uma brincadeira boa exige uma transição que ela ainda está aprendendo.
Como experimentar. Diminua a tarefa: “Vamos guardar três carrinhos juntos?” O adulto coloca o primeiro e a criança coloca o segundo. Uma caixa organizadora de brinquedos baixa e sem tampa pesada facilita, porque a criança alcança sozinha. Elogie a ação, dizendo “Você colocou o carrinho na caixa! Estamos conseguindo juntos”, e nos dias seguintes aumente aos poucos a parte dela.
O conceito por trás. Modelagem por aproximações sucessivas (shaping), que consiste em reforçar pequenos passos rumo ao comportamento final.
2. A criança não aceita um “não”
A situação. No supermercado, a criança pede um brinquedo, o pai diz que hoje não e vêm o choro, a insistência e a sensação de que todos estão olhando.
O que observar. Frustração faz parte da infância, e o que se ensina não é “não sentir”, mas formas seguras de mostrar o que se sente.
Como experimentar. Em casa, num momento tranquilo, use a simulação que o método Kazdin chama de “jogo da birra”. O adulto anuncia, de brincadeira, “vamos fingir que eu disse que hoje não tem parquinho”, e a criança faz uma “birra de mentirinha” com regras: sem bater, sem jogar objetos e sem gritar. Depois, ganha um elogio caprichado, como “Você ficou bravo e usou palavras! Que controle!”. Livros ajudam a dar nome às emoções, e O Monstro das Cores, de Anna Llenas, é uma boa porta de entrada para os pequenos, assim como as brincadeiras que começam nos livros.
O conceito por trás. Ensaio comportamental, ou seja, praticar quando está fácil para conseguir quando está difícil, como pilotos fazem em simuladores.
Cuidado importante. O jogo só acontece com a criança calma e topando brincar, nunca como provocação, e na hora da crise real a prioridade é segurança, acolhimento e manter o limite com calma.
3. Toda manhã vira corrida para a escola

A situação. São 6h50, a criança está de pijama, o uniforme está na cama e a mãe já repetiu cinco vezes “Vai se vestir!”.
O que observar. Sair para a escola é uma sequência longa, que inclui levantar, trocar de roupa, escovar os dentes, calçar e pegar a mochila, e muitas instruções juntas embaralham.
Como experimentar. Prepare roupa e mochila na noite anterior e, de manhã, peça uma etapa por vez, primeiro a camiseta e depois a calça. Um quadro de rotina com fichas ilustradas mostra o que já foi feito e o que falta, e a criança vira a ficha a cada etapa. Elogie o progresso: “Hoje você vestiu camiseta e calça sem eu repetir!”
O conceito por trás. Antecedentes bem preparados e divisão de uma tarefa complexa em partes.
4. Os irmãos brigam por qualquer brinquedo

A situação. Dois irmãos disputam o mesmo caminhão, um puxa, o outro grita e o primeiro empurra. O pai diz “Os dois de castigo!”, a briga acaba e volta no dia seguinte.
O que observar. Interromper é necessário quando há risco, mas interromper não ensina a resolver.
Como experimentar. Fora da hora da briga, treine turnos com jogos curtos, e um jogo da memória é perfeito porque a regra de esperar a vez já está dentro do jogo. Quando um dos dois pede em vez de arrancar, elogie dizendo “Você pediu o caminhão em vez de puxar!”, e se a espera ainda é difícil, comece com turnos bem curtos.
O conceito por trás. Ensinar o oposto positivo da briga, que é pedir, esperar e combinar. Respeitar objetos pessoais também faz parte, já que ninguém precisa dividir tudo.
5. A lição de casa só sai depois de muita insistência
A situação. A criança chega da escola, brinca e, na hora da tarefa, diz “Depois eu faço”, a mãe ameaça tirar a TV e a discussão começa.
O que observar. Pode ser cansaço, insegurança com o conteúdo ou uma tarefa que parece enorme, então antes de chamar de desobediência vale descobrir o que está travando.
Como experimentar. Se a criança entende a matéria, comece pequeno: “Vamos abrir o caderno e ler juntos a primeira questão?” Um quadro de pontos ajuda e pode ser feito num quadro branco magnético, com ímãs ou estrelinhas desenhadas. Kazdin faz uma observação curiosa, a de que o quadro de pontos serve mais aos pais do que à criança, porque lembra o adulto de elogiar com regularidade.
O conceito por trás. Metas pequenas e observáveis, reforço positivo e aumento gradual. Se a criança não entende o conteúdo, ela precisa de explicação e apoio pedagógico, não só de incentivo.
6. A hora de dormir termina sempre em discussão

A situação. Banho tomado, mas a criança pede mais uma história, mais água, outro brinquedo, e jura que não está com sono.
O que observar. Dormir envolve transição, hábito e ambiente, além de possíveis medos e necessidades emocionais.
Como experimentar. Monte uma sequência previsível com banho, pijama, dentes, história e descanso, e ofereça escolhas pequenas, como “livro dos bichos ou das estrelas?”. Uma luminária noturna de luz suave marca o fim do dia e acalma quem tem medo do escuro, e vale elogiar cada etapa cumprida.
O conceito por trás. Rotina como antecedente e reforço da participação. Ronco forte, despertares frequentes ou ansiedade intensa pedem avaliação de saúde, não só ajuste de comportamento.
7. O adolescente responde irritado a qualquer pedido

A situação. A mãe pergunta se o filho terminou os trabalhos da escola e ele responde “Você só sabe cobrar!”.
O que observar. Na adolescência, autonomia e privacidade ganham peso, e o método Kazdin tem adaptações para essa fase.
Como experimentar. Num momento calmo, combinem juntos horários de estudo e de descanso. Um planner semanal que o próprio adolescente preenche transfere a organização para ele e tira o adulto do papel de fiscal, e depois basta reconhecer os combinados cumpridos, sem transformar cada conversa em cobrança.
O conceito por trás. Negociação, contrato de comportamento e elogio adequado à idade. Com adolescentes, o método Kazdin sugere um elogio mais discreto, dito em particular, talvez com um “toca aqui”, sem plateia.
Elogio, recompensa e castigo: o que o método Kazdin diz
O elogio que ensina
Reforço positivo é tudo aquilo que, vindo logo depois de um comportamento, aumenta a chance de ele se repetir. Atenção, reconhecimento e pequenos privilégios podem funcionar assim, mas só se funcionarem para aquela criança, e por isso o efeito precisa ser observado.
Para crianças pequenas, Kazdin descreve um elogio com três ingredientes, que são entusiasmo de verdade, a ação dita com precisão e um gesto, como um toque no ombro. Compare “você é uma menina maravilhosa!” com “você esperou sua vez para falar, mesmo animada, obrigada por esperar!”. O primeiro expressa carinho, que continua valendo sempre, e o segundo mostra exatamente o que deu certo.
Reforço positivo é suborno?
Não. Suborno é prometer um brinquedo no meio do escândalo para a criança parar, enquanto reforço é combinar antes uma meta possível, praticar e reconhecer os avanços. Afeto, comida, descanso e proteção nunca entram como prêmio.
E os castigos?
O método Kazdin não é contra toda consequência, e os programas do autor incluem pausa breve (time-out), perda curta de um privilégio e “ignorar” birras pequenas que vivem de atenção. A regra de proporção é clara: para cada pausa aplicada, o oposto positivo deve ser elogiado várias vezes.
Ignorar um comportamento nunca significa ignorar a criança, porque risco físico, sofrimento real e dificuldade de comunicação pedem presença. O método Kazdin também desaconselha palmadas e broncas repetidas, que interrompem o momento, mas não ensinam o que fazer no lugar.
O método Kazdin funciona? O que as pesquisas mostram
O método Kazdin nasceu dentro da ciência. Em estudos controlados, com crianças sorteadas para receber o tratamento ou outros cuidados, o PMT e o PSST reduziram a agressividade e aumentaram os comportamentos positivos em casa, na escola e na comunidade.
Os ganhos se mantiveram em acompanhamentos de até dois anos, e muitos participantes terminaram o tratamento dentro da faixa considerada típica para a idade, embora não todos. Também houve efeitos que ninguém tinha como alvo, como menos estresse e depressão nos pais e melhor relação familiar.
No Yale Parenting Center, o atendimento foi se ampliando para crianças de 2 a 15 anos, e uma versão on-line do treinamento, com menos contato com o terapeuta, teve resultados equivalentes aos do atendimento presencial.
Uma análise de 77 programas para pais, citada em material do Melissa Institute, apontou o que mais ajudava: interagir de forma positiva com a criança, ser consistente com as regras, usar a pausa breve corretamente e praticar durante as sessões, que é a mesma espinha dorsal do método Kazdin.
Uma ressalva honesta é que boa parte dos estudos envolveu crianças encaminhadas para tratamento, e dicas isoladas lidas na internet não garantem os mesmos resultados de uma intervenção completa.
E se meu filho for autista, tiver TDAH ou outras necessidades?
Cada criança reage ao mundo do seu jeito, e fatores como comunicação, sensorialidade, atenção, sono e ansiedade moldam aquilo que costumamos chamar de “comportamento”.
Uma criança pode recusar uma roupa porque o tecido incomoda, outra pode não começar a lição porque não entendeu o enunciado e uma terceira pode precisar de mais aviso antes de mudar de atividade. Nesses casos, mais elogio não resolve sozinho, e entender a sobrecarga sensorial infantil ou a relação entre neurodivergência e sono ajuda a ajustar o ambiente antes de cobrar a criança.
Os princípios de aprendizagem do método Kazdin aparecem em intervenções para várias populações, mas não substituem uma avaliação individual. O objetivo é desenvolver habilidades e qualidade de vida, respeitando a comunicação e a autonomia da criança, e nunca forçá-la a esconder quem ela é.
Como começar o método Kazdin esta semana
Não é preciso transformar a casa num consultório, basta escolher uma única situação e seguir seis passos:
- Defina o oposto positivo. Troque “quero que ele obedeça” por “quero que ele calce os sapatos antes de sair”.
- Observe as condições. Ela sabe calçar? O sapato aperta? O pedido vem no meio da brincadeira favorita?
- Prepare o antecedente. Deixe os sapatos à vista, use uma instrução curta e dê um aviso antes.
- Pratique. Comece pelo que ela já consegue, aumente aos poucos e, se quiser, ensaie de brincadeira.
- Elogie com precisão. Na hora, com entusiasmo e dizendo o que ela fez.
- Acompanhe. Observe se ela está precisando de menos ajuda e se a rotina ficou mais leve, e se não, revise a tarefa e o ambiente.
Quando buscar ajuda profissional
Cansaço, estresse, dinheiro curto e a saúde de quem cuida pesam na aplicação de qualquer estratégia, e os próprios estudos de Kazdin mostram que o estresse dos pais interfere nos resultados e que cuidar dos adultos ajuda as crianças.
Procure orientação quando os comportamentos forem intensos ou persistentes, prejudicarem a escola ou a família ou envolverem agressões e riscos. Pediatras e psicólogos podem avaliar as causas e indicar o caminho certo.
Perguntas frequentes sobre o método Kazdin
O método Kazdin funciona para crianças pequenas?
Sim, com adaptações. O Yale Parenting Center atende a partir dos 2 anos, e para os pequenos as metas são menores, a ajuda é maior e o elogio é mais animado.
É preciso dar recompensas sempre?
Não. O principal reforço é a atenção com elogio específico, e pontos ou pequenos prêmios são apoio temporário, que sai aos poucos quando o hábito se firma.
Qual a diferença entre o método Kazdin e a disciplina positiva?
“Disciplina positiva” reúne propostas variadas, enquanto o método Kazdin tem base definida na psicologia comportamental e foi testado em estudos controlados. Os dois compartilham práticas, mas não são sinônimos.
O método Kazdin permite colocar limites?
Sim. Regras, combinados e consequências leves fazem parte, e a diferença está na ênfase em ensinar e praticar o comportamento desejado, em vez de depender de punições.
E se a criança não reagir aos elogios?
Confira se a tarefa é possível, se o elogio é específico e se a criança gosta daquele tipo de atenção, já que algumas preferem reconhecimento discreto. Se nada mudar, vale investigar outras dificuldades com um profissional.
O método Kazdin substitui terapia ou remédio?
Não. Orientações gerais não substituem tratamentos indicados após avaliação, e crianças com dificuldades clínicas podem precisar de acompanhamento psicológico, médico ou educacional.
Em quanto tempo aparecem resultados?
Não há prazo único, porque depende do comportamento, da criança e da constância da família. Mudanças pequenas costumam surgir nas primeiras semanas, e o importante é registrar e ajustar.
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Educar também é aprender a ensinar
Ninguém aprende a andar de bicicleta só ouvindo uma explicação, é preciso tentar, cair, receber ajuda e tentar de novo, e esperar a vez, guardar brinquedos e lidar com um “não” funcionam do mesmo jeito.
O método Kazdin não promete filhos perfeitos, ele oferece ferramentas. Talvez a pergunta mais útil não seja “por que ele não faz o que eu peço?”, mas “como posso ajudá-lo a aprender o que ainda não consegue fazer?”.
Para começar hoje: escolha uma única situação da sua casa, defina o oposto positivo e experimente por uma semana. Depois conte para a gente, no Instagram @boomclap_br, qual cena mudou primeiro.
Referências e fontes para aprofundamento
Fontes consultadas em outubro de 2026. As situações familiares são exemplos ilustrativos criados pela Equipe Boom Clap a partir das publicações abaixo, não casos reais.
- KAZDIN, Alan E. Como educar crianças difíceis – Método Kazdin: sem remédios, terapia ou conflitos. Tradução de Priscila Raposo. Osasco: Novo Século, 2009. Título original: The Kazdin Method for Parenting the Defiant Child (2008, com Carlo Rotella).
- KAZDIN, Alan E.; ROTELLA, Carlo. The Everyday Parenting Toolkit: The Kazdin Method for Easy, Step-by-Step, Lasting Change for You and Your Child. Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2013.
- KAZDIN, Alan E. Treatments for children with severe aggressive and antisocial behavior. In: GERNSBACHER, M. A.; POMERANTZ, J. R. (org.). Psychology and the Real World. 2. ed. New York: Worth, 2015. p. 225-234.
- KAZDIN, Alan E. Parent management training and problem-solving skills training for child and adolescent conduct problems. In: WEISZ, J. R.; KAZDIN, A. E. (org.). Evidence-Based Psychotherapies for Children and Adolescents. 3. ed. New York: Guilford, 2017. p. 142-158.
- KAZDIN, Alan E. Research Design in Clinical Psychology. 5. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2022 (dados biográficos do autor).
- LARSON, Jim. Family-based interventions with children and adolescents with externalizing behavior problems. The Melissa Institute for Violence Prevention and Treatment (apresentação).
- YALE SCHOOL OF MEDICINE. Alan Kazdin, PhD (perfil do professor). Acessar
- AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. Alan E. Kazdin, PhD, 2008 APA President. Acessar
Nota editorial: este artigo tem caráter educativo e se baseia nas publicações listadas. O conteúdo não substitui avaliação profissional. Alguns produtos citados podem ter links de afiliados, e as indicações seguem critério editorial.



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