Halloween e Dia do Saci: uma decoração para brincar juntos

Junte Halloween e Dia do Saci em uma decoração simples, com bruxas, caveiras, abóboras e Saci, além de brincadeiras para fazer com as crianças.

Símbolo da Boom Clap, duas mãos batendo palmas

Escrito por
Equipe Boom Clap

João Aguiar, revisor de conteúdo da Boom Clap

Revisado por
João Aguiar

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16 minutos
Decoração de Halloween e Dia do Saci com bruxa, caveira, abóboras e Saci de papel em um painel sobre uma mesa de casa.

Resposta rápida: dá para comemorar Halloween e Dia do Saci juntos, e é fácil. As duas datas caem em 31 de outubro, que em 2026 é um sábado. A ideia é montar um cantinho só, com bruxas, caveiras, abóboras e o Saci de gorro vermelho, e usar a decoração como cenário para histórias e brincadeiras. Uma parede, uma mesa e os materiais que já existem em casa bastam.

Uma bruxa estacionou a vassoura perto da mesa. Uma caveira sorri entre as abóboras, e um gorro vermelho apareceu no caldeirão de papel. Será que o Saci passou por aqui? Essa pequena cena já pode ser o começo de uma comemoração de Halloween e Dia do Saci com as crianças, sem montar duas festas nem encher a casa de enfeites.

A proposta é criar a Floresta das Travessuras: uma decoração única com bruxas, caveiras, abóboras, morcegos e o Saci, acompanhada de histórias e brincadeiras. Um canto da sala, uma mesa encostada na parede ou uma varanda coberta são suficientes. O que liga tudo é a história de um encontro imaginário, inventado pela família para brincar.

Dá para planejar uma tarde de montagem, brincadeira e lanche, se combinar com a rotina da casa. E não é preciso esperar anoitecer: a imaginação também funciona com a janela aberta e a luz do dia.

Quando são Halloween e Dia do Saci?

O Halloween acontece em 31 de outubro, na véspera do Dia de Todos os Santos. A Library of Congress conta sua história como um conjunto de tradições que foram mudando com o tempo, com festas, fantasias e as famosas lanternas de abóbora. Não é uma celebração igual em todos os países e épocas.

O Dia do Saci também é celebrado em 31 de outubro, como lembra a campanha cultural da Rádio Câmara. Sobre a oficialização, vale ser preciso: a Lei paulista nº 11.670/2004 inclui no Calendário Turístico do Estado de São Paulo o Dia do Saci realizado nessa data em São Luís do Paraitinga. Já o projeto federal PL 2479/2003 aparece como arquivado na Câmara, então não é uma lei nacional aprovada.

Para o convite, uma sugestão: “31 de outubro, sábado: Halloween e Dia do Saci na nossa floresta das travessuras.” Juntar os dois temas é uma ideia desta matéria, não uma tradição antiga com esse nome.

Como juntar os temas sem apagar a história do Saci

O Saci precisa participar da história, não ficar escondido como um detalhe entre abóboras. Reserve para ele um desenho maior no painel, um gorro vermelho de papel e uma travessura que conduza a brincadeira. Bruxas, caveiras, morcegos e abóboras ganham destaque no mesmo cenário, sem transformar o personagem brasileiro em “um monstro do Halloween”.

A Turminha do Ministério Público Federal apresenta o Saci como personagem do folclore brasileiro e lembra que cultura popular também é feita de músicas, comidas, brincadeiras e adivinhas. Isso amplia a festa: além de recortar personagens, a família pode contar uma história que conhece, lembrar uma cantiga ou trocar adivinhas.

Uma fala simples ajuda a começar: “Hoje juntamos duas comemorações. O Saci vem das histórias do nosso folclore. As abóboras e as fantasias aparecem em muitas festas de Halloween. Nós inventamos um lugar para eles se encontrarem.” Assim, a criança entende a diferença entre uma tradição e a história criada naquele dia.

No painel, desenhe o Saci como um menino negro, com uma perna e gorro vermelho, sem caricaturar seus traços. Para a fantasia, o gorro e uma roupa confortável resolvem: não é preciso pintar a pele nem prender uma perna. A travessura pode ser mudar os enfeites de lugar, sem ligar características físicas a maldade.

A floresta das travessuras: cores e materiais

Para unir os dois temas, use uma base bege ou kraft, preto nas silhuetas, laranja nas abóboras e vermelho nos gorros. O verde das folhas dá o clima de floresta, e um pouco de roxo pode aparecer no chapéu da bruxa.

Imagine o painel assim: de um lado, uma bruxa junto ao caldeirão; do outro, o Saci com seu gorro vermelho; entre eles, abóboras e uma caveira de papel. Uma árvore desenhada ao fundo e morcegos no alto juntam as cenas. Deixe os personagens com tamanho parecido, para que os dois temas apareçam logo de cara.

Escolham juntos o clima da festa. Quem gosta de mistério pode preferir silhuetas e expressões curiosas; quem gosta de rir pode desenhar uma bruxa de meias listradas e uma caveira de sorriso enorme. Antes de colocar um susto, pergunte se todos querem. O Halloween pode ser marcante sem surpreender ninguém contra a vontade.

Checklist rápido de materiais

Papéis coloridos, lápis, tesoura e recortes de chapéu de bruxa, abóbora, morcego e gorro vermelho sobre uma mesa.
Separe primeiro o que já existe em casa. Imagem ilustrativa gerada por IA | Acervo Boom Clap.
  • Papelão limpo ou papel kraft para o fundo
  • Papel colorido: preto, laranja, vermelho, verde e um pouco de roxo
  • Lápis de cor e canetinhas que já existem em casa
  • Cola adequada, fita que não estrague a parede e tesoura apropriada para cada idade
  • Uma caixa de papelão e alguns retalhos de papel

Antes de sair para comprar, abra a gaveta de materiais: talvez boa parte da festa já esteja ali. Se faltarem cores, um kit de papéis coloridos pode completar o que vocês já têm.

Para organizarProposta adaptável
EspaçoUma parede livre e uma mesa firme, sem bloquear a passagem
ParticipaçãoPequenos com acompanhamento próximo; maiores desenham, recortam e inventam pistas
Tempo de montagemCerca de 45 a 60 minutos, que podem ser divididos em etapas
BrincadeiraComeçar com 10 a 15 minutos e continuar só se houver interesse
Com o adultoCortes difíceis, fixação, iluminação e conferência do espaço

Passo a passo da decoração de Halloween e Dia do Saci

1. Escolha uma parede que possa receber a brincadeira

Use a área acima de uma mesa firme ou um trecho livre da parede. Teste a fita num cantinho discreto antes. Se não puder colar nada, apoie um painel de papelão bem firme sobre um móvel. Não use portas de saída ou de passagem como cenário.

Faça o fundo com papel kraft ou com o lado liso de embalagens grandes. Um retângulo de cerca de 80 por 60 centímetros já dá para montar uma cena pequena. Ajuste ao espaço que você tem.

2. Dê destaque à bruxa, à caveira e ao Saci

Desenhe uma bruxa de chapéu pontudo, uma caveira e um Saci em peças separadas de papelão. Distribua pelo painel, deixando espaço para duas abóboras e uma árvore ao fundo. O adulto pode fazer os contornos; as crianças escolhem cores, expressões e posições. Para colorir, servem os mesmos lápis de cor das outras atividades da casa.

A caveira pode ser uma forma oval branca, com olhos desenhados e dentes grandes. Também dá para fazer um esqueleto de papel com braços dobrados, sem prendedores pequenos.

Para ligar as cenas, faça um caldeirão preto de papel com um gorro vermelho aparecendo na borda e um bilhete: “Quem trocou o chapéu da bruxa pelo gorro do Saci?” Essa pode ser a primeira pergunta da brincadeira. Uma abóbora de gorro e a caveira segurando um chapéu completam a confusão.

3. Deixe as crianças escolherem as expressões

Entregue abóboras grandes de papel e pergunte como elas estão se sentindo: curiosas, sonolentas, espantadas ou contentes? A criança pode desenhar, ditar para um adulto ou escolher entre duas opções. Não corrija o desenho para ficar igual ao modelo da internet.

Se quiser usar uma abóbora de verdade, o mais simples é decorá-la inteira, sem esculpir. A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças pequenas decorem e que o corte fique com os adultos. A versão de papel tem uma vantagem: dá para guardar e usar de novo.

4. Acrescente folhas e morcegos sem cobrir tudo

Recorte algumas folhas grandes e poucos morcegos e fixe ao redor dos personagens, deixando o fundo aparecer. Com os pequenos, o adulto prepara os recortes. Ao terminar, guarde os materiais em vez de deixá-los soltos na mesa.

Prefira tudo preso na parede a fios atravessando o ambiente. A Criança Segura alerta para os riscos de cordões, objetos pequenos e pedaços de balões. Por isso, esta decoração dispensa bexigas, olhinhos móveis e teias esticadas na altura das crianças. O efeito vem do papel, do desenho e das cores.

Adulta e criança colam recortes de abóbora, bruxa, caveira e Saci em um painel de papel na parede.
A composição também pode ser uma escolha das crianças. Imagem ilustrativa gerada por IA | Acervo Boom Clap.

5. Prepare a mesa sem esconder o espaço de brincar

Uma toalha lisa, duas abóboras de papel, um caldeirão desenhado e um cesto de livros formam a base. Deixe uma parte livre para apoiar desenhos ou contar uma história. Mesa lotada de objetos faz a criança só olhar de longe. Se houver lanche, tire dali a cola e as tintas.

A placa pode dizer “Bruxas, caveiras e Saci: hoje a travessura é aqui”, apoiada ou presa, sem espetos. Nada de objetos pesados, louças frágeis ou móveis que a criança consiga puxar.

6. Escolha uma luz confortável para todos

A luz da sala já resolve. Para um clima de mistério, o adulto pode usar uma lanterna comum durante a história, mantendo o caminho iluminado. A Academia Americana de Pediatria sugere luzes sem chama no lugar de velas nas abóboras; nesta montagem, nada de fogo.

Não coloque papel sobre lâmpadas nem deixe fios e pilhas ao alcance. Para quem prefere tudo claro, deixe aceso: a decoração funciona de dia, e nenhuma criança precisa provar coragem para participar.

Três brincadeiras que dão vida à decoração

Onde foi parar o gorro?

A bruxa encontrou um gorro no caldeirão e precisa devolver os outros ao Saci. Esconda três gorros grandes de papel em lugares fáceis: ao lado do cesto de livros, no painel e sobre uma cadeira que não precise ser escalada. Avise antes que é uma brincadeira: a ideia é procurar juntos, não convencer a criança de que alguém entrou em casa.

Gorro vermelho de papel aparece escondido atrás de um cesto de livros infantis.
Uma pista simples já começa a história. Imagem ilustrativa gerada por IA | Acervo Boom Clap.

Dê pistas conforme cada um participa: uma cor, um lugar, um caminho desenhado. Quem encontrar escolhe onde colocar o gorro na decoração. Sem vencedor, sem prêmio, sem corrida.

O vento bagunçou a floresta

Mostre o painel por alguns instantes. Depois, quem quiser vira de costas enquanto um adulto muda um desenho de lugar: a caveira vai para perto da árvore, o chapéu da bruxa aparece ao lado de uma abóbora. A pergunta é: “O que o vento mudou na nossa floresta?”

Para os pequenos, mude só um desenho grande; para quem gosta de desafio, dois. A criança também pode ser quem bagunça. Não precisa vendar ninguém nem exigir acerto: o palpite engraçado faz parte da graça.

Uma história feita de três escolhas

Apresente três personagens: uma bruxa que perdeu o chapéu, uma caveira que adora dançar e um Saci que encontrou um caldeirão vazio. Cada um escolhe como contribuir: inventar uma frase, fazer um som ou desenhar a próxima cena.

Um começo possível: “A bruxa foi buscar seu chapéu e encontrou um gorro vermelho. A caveira começou a rir: alguém tinha trocado os acessórios da floresta! Será que o Saci sabia de alguma coisa?” O final pode ficar para outro dia. Um livro de histórias do folclore no cesto de leitura continua a conversa depois da festa.

Idades e jeitos diferentes de participar

Com menores de três anos, deixe poucos elementos ao alcance, acompanhe de perto e faça uma atividade curta. Eles podem apontar a abóbora, escolher uma cor ou ouvir um pedaço da história. Recortes e materiais pequenos ficam fora do alcance.

Entre três e cinco anos, ofereça escolhas concretas, como duas cores ou dois lugares para colar um desenho. A partir de seis anos, quem quiser pode escrever as placas e inventar pistas. Essas faixas organizam a proposta, mas não medem capacidade: observe a criança e ajuste.

Adolescentes podem criar a identidade visual, uma história em quadrinhos ou a trilha sonora da tarde, se tiverem vontade. Ser mais velho não transforma ninguém em babá dos menores: pergunte qual parte cada um quer fazer.

Para ampliar o acesso, deixe os personagens principais visíveis para quem está sentado, mantenha a passagem livre e descreva as imagens durante a história. Evite sons repentinos e luzes piscando, mostre o cenário antes de começar e reserve um cantinho tranquilo para pausas. Participar não exige fazer tudo: tem criança que só quer desenhar morcegos, e tem criança que só quer olhar.

Por que deixar espaço para a invenção das crianças?

A pesquisa de Tizuko Morchida Kishimoto em escolas infantis de São Paulo discutiu a pouca presença de materiais ligados ao faz de conta. O estudo não fala de Halloween, mas ajuda a pensar no espaço que o adulto deixa para a iniciativa da criança. Por isso, reserve uma parte do cenário para ser transformada por quem brinca: se tudo estiver pronto e intocável, sobra pouco lugar para participar.

O UNICEF Brasil também destaca a importância do brincar na primeira infância. Isso não quer dizer que cada recorte precise de uma lista de habilidades. A contribuição desta proposta é mais simples: um tempo de convivência e imaginação. A foto para guardar pode ser bonita, mas o desenho torto que a criança decidiu manter também conta a história daquela tarde.

Um roteiro simples para fazer em casa

No dia anterior, separe os materiais e faça só os cortes que precisam de adulto. No sábado, mostre duas opções de composição e deixe a família escolher. Comece pelo painel e depois proponha uma das brincadeiras. O lanche pode ser o de sempre, sem precisar de nomes assustadores.

Versão de 15 minutos: um chapéu de bruxa, uma caveira, uma abóbora, um Saci e uma história. Pronto.

Quem quiser explorar outros materiais encontra ideias em brincadeiras com sucata. E para continuar com uma boa leitura depois da data, o guia de como escolher livros infantis ajuda.

Ao desmontar, deixe as crianças escolherem o que guardar. O gorro pode virar marcador de livro; a árvore, cenário de outra aventura. A decoração oferece o lugar. Quem chega para brincar decide o que acontece nele.

Família em roda conta histórias no tapete da sala, com a decoração de Halloween e Dia do Saci ao fundo.
O cenário fica pronto para receber novas histórias. Imagem ilustrativa gerada por IA | Acervo Boom Clap.

Perguntas frequentes

Posso usar essa ideia se minha família não comemora Halloween?

Pode adaptar para uma tarde do Saci e das histórias da mata. Tire os elementos que não combinam com as escolhas da família e mantenha o convite para desenhar, ouvir e inventar. Se houver convidados, conte o tema antes. Ninguém precisa aderir a uma comemoração para ser bem recebido.

Preciso comprar fantasia para participar?

Não. Uma camiseta usada e um acessório simples bastam, e roupa comum também vale. Se escolher fantasia, confira conforto, comprimento e se a visão fica livre. A Academia Americana de Pediatria recomenda roupas que não provoquem tropeços e cuidado com máscaras que atrapalhem a movimentação.

Como usar o Saci sem transformar o personagem em ameaça?

Apresente-o como personagem de uma história e deixe claro quando vocês estão inventando. Evite dizer que ele vai castigar, levar coisas ou vigiar a criança. As travessuras da festa podem ser combinadas e desfeitas, como trocar um desenho de lugar. Se alguém ficar incomodado, encerre essa parte.

Dá para fazer a comemoração na escola?

Dá, desde que combine com o planejamento e as regras da escola. Apresente o contexto cultural, considere as famílias e ofereça jeitos diferentes de participar. Não condicione a atividade à compra de fantasia ou material: um painel coletivo e uma roda de histórias já fazem a festa.

Como fotografar sem interromper a brincadeira?

Combine um registro rápido e foque no painel, nas mãos e nos materiais. Pergunte se a criança quer aparecer e respeite a resposta. Com convidados, converse com os responsáveis antes de fotografar e publicar. A foto guarda a lembrança, mas não precisa comandar a tarde.

O que fazer se a criança perguntar se o Saci existe de verdade?

Você pode dizer que o Saci pertence às histórias e às tradições do folclore brasileiro, e que cada pessoa se relaciona com essas histórias de um jeito. Conte que o Saci de papel e as pistas foram preparados pela família. Não é preciso enganar a criança para manter a imaginação viva.

Como evitar desperdício depois da decoração?

Guarde os recortes limpos num envelope identificado, retire as fitas que der e reaproveite o painel em outras histórias. Separe o que não tiver mais uso conforme a coleta da sua cidade. Na próxima montagem, consulte esse pequeno acervo antes de comprar. E as crianças ainda reencontram as próprias criações.

Referências

Fontes consultadas em 4 de outubro de 2026. As atividades e a decoração são propostas originais da Equipe Boom Clap.

  1. THOMAS, Heather. The Origins of Halloween Traditions. Library of Congress, 2021. Acessar.
  2. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Dia do Saci: 31 de outubro. Rádio Câmara, 2024. Acessar.
  3. SÃO PAULO. Lei nº 11.670, de 13 de janeiro de 2004. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Acessar.
  4. CÂMARA DOS DEPUTADOS. PL 2479/2003, ficha de tramitação. Câmara dos Deputados. Acessar.
  5. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Entrevista com Saci. Turminha do MPF. Acessar.
  6. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Halloween Fun & Safety Tips for Kids of All Ages. HealthyChildren.org, 2025. Acessar.
  7. CRIANÇA SEGURA BRASIL. Como prevenir sufocação e engasgamento. Criança Segura. Acessar.
  8. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e materiais pedagógicos nas escolas infantis. Educação e Pesquisa, v. 27, n. 2, 2001. Acessar.
  9. UNICEF BRASIL. As crianças aprendem por meio das brincadeiras. Central da Primeira Infância. Acessar.

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