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Uma fotografia antiga, flores de papel e uma pergunta curiosa: “Quem era essa pessoa?”. Apresentar o Dia dos Mortos para crianças pode começar assim, numa conversa em família, muito antes de qualquer decoração.
Resposta rápida: o Dia dos Mortos (Día de Muertos) é uma celebração mexicana que homenageia pessoas queridas que já partiram, com memória, comida, arte e encontro. Com as crianças, dá para conhecer a tradição por meio de histórias de família, recortes de papel, flores, desenhos e filmes, sempre com um adulto por perto.
Neste guia, você encontra o que se celebra no México, um pouco da história da data, sete propostas para casa ou escola, dois filmes para assistir juntos e ideias para adaptar a cada idade. As atividades são sugestões da Equipe Boom Clap inspiradas em fontes mexicanas. Você não precisa comprar nada: papel, lápis e um tempinho juntos já bastam para começar.
Neste artigo
Quando é o Dia dos Mortos e como ele é celebrado no México?
As datas mais conhecidas são 1º e 2 de novembro. Em muitas tradições, o primeiro dia lembra as crianças e o segundo, os adultos. Os preparativos e os costumes mudam de uma região para outra, de uma comunidade para outra e até de uma família para outra, uma variedade que o INALI, instituto mexicano das línguas indígenas, faz questão de destacar.
O INAH, Instituto Nacional de Antropologia e História do México, liga essas festas ao encontro entre práticas indígenas e influências europeias, e também ao ciclo do milho. Por isso, a data vai muito além das caveiras coloridas: envolve história, agricultura e vida em comunidade.

Em muitas casas, as famílias montam ofrendas, mesas com fotografias, comidas e objetos ligados às pessoas homenageadas. Também há visitas aos cemitérios, que ganham flores e enfeites, e celebrações nos bairros. Quando surgirem as crenças sobre a visita das almas, vale apresentá-las como crenças de certas tradições, lembrando que cada família vive a data do seu jeito.
Uma forma simples de explicar: “Em muitas famílias mexicanas, esses dias são para lembrar pessoas queridas. Elas preparam coisas de que essas pessoas gostavam e contam suas histórias”. Depois, é só deixar espaço para as perguntas.
De onde vem o Dia dos Mortos?
A festa que conhecemos hoje foi se formando aos poucos, em várias camadas de história. Antes da chegada dos europeus, já havia rituais dedicados aos mortos na Mesoamérica, mas eles não eram iguais à celebração atual, com as mesmas datas e objetos. Conhecer essas camadas é mais interessante do que procurar uma origem única.
Antes da colonização: rituais ao longo do ano
Em publicação da UNAM, a pesquisadora Diana Martínez Yrizar descreve rituais pré-hispânicos ligados aos mortos e às colheitas, que aconteciam em diferentes épocas do ano. A pesquisadora Ana Bella Pérez Castro lembra que não se sabe ao certo quando as famílias começaram a montar ofrendas em casa do jeito que vemos hoje.
Período colonial: o encontro com o calendário católico
O arqueólogo Victor Joel Santos Ramírez, em artigo do INAH, explica que as datas de 1º e 2 de novembro vêm do calendário católico europeu, que chegou ao México no século XVI. Ele também comenta relatos da época sobre oferendas, escritos por religiosos com seu próprio olhar sobre o que viam.
Esse encontro entre culturas envolveu mudanças profundas na vida dos povos indígenas, que encontraram maneiras de manter e transformar suas práticas. Os estudiosos explicam esse processo de formas diferentes: Santos Ramírez questiona a palavra “sincretismo”, enquanto a UNESCO fala na união entre ritos pré-hispânicos e festas católicas. As duas leituras ajudam a entender que a história é rica e cheia de nuances.
Séculos XIX e XX: arte e identidade
As imagens mais famosas da data também têm sua história. As caveiras de José Guadalupe Posada e a contribuição de Diego Rivera nasceram no meio artístico moderno, e não na Antiguidade.
Em entrevista à UNAM, o pesquisador Roberto Martínez González conta que, depois da Revolução Mexicana, o governo passou a valorizar a festa como símbolo nacional. Hoje convivem as grandes celebrações públicas, o turismo e as práticas vividas dentro das famílias e comunidades.
O que a UNESCO reconheceu?
As festas indígenas dedicadas aos mortos foram proclamadas em 2003 e inscritas em 2008 na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O reconhecimento valoriza as práticas das comunidades indígenas mexicanas, e não as decorações comerciais ou as cenas de cinema.
Para as crianças, uma frase basta como começo: “Essa festa foi mudando com o tempo. Muitos povos e famílias ajudaram a construí-la, e cada um a vive de um jeito”. As perguntas que vierem depois mostram até onde aprofundar.
Flores, papel e caveiras: o que as crianças podem observar
Antes de colocar a mão na massa, mostre fotos de instituições mexicanas e transforme a observação numa brincadeira de detetive: o que aparece em cima da mesa? Tem retratos? Quais materiais parecem feitos à mão? Assim a conversa nasce de pessoas e costumes reais.
As flores de cempasúchil, de um laranja bem vivo, aparecem em muitas celebrações. Os caminhos de pétalas estão ligados à ideia de guiar as almas até a ofrenda. O papel picado, as velas e as comidas completam a mesa, e o pan de muerto é um pão típico da época, que muda de receita conforme a região. Não existe um único jeito certo de montar uma ofrenda.
As caveiras também têm história na arte. José Guadalupe Posada criou a Calavera Garbancera, um desenho bem-humorado de crítica à sociedade da época, e Diego Rivera ajudou a transformá-la na Catrina que o mundo conhece. Contar quem foram esses artistas rende uma conversa muito mais rica do que entregar uma caveira pronta para colorir.
Em casa, vocês podem montar uma mesa de memórias inspirada no que aprenderam. Vale explicar que é uma versão da família, criada com carinho, e não a reprodução de um ritual.
Como organizar sem complicar a rotina
Escolha uma ou duas propostas por vez. Reserve de 30 a 60 minutos, com pausas e liberdade para terminar antes; é só uma sugestão, e cada criança tem o seu ritmo.
Com os pequenos que ainda levam objetos à boca, prefira olhar fotos e ouvir uma história no colo de um adulto. Nos recortes, o adulto acompanha de perto e faz as partes mais difíceis. Com os maiores, dá para incluir pesquisa, escrita e comparação entre fontes.
Separe uma mesa livre, materiais adequados à idade e um lugar para guardar o que for criado. Conte o que vai acontecer: olhar imagens, escolher e criar. Se a criança quiser só observar, tudo bem: observar também é participar.
1. Encontrem o México no mapa e conheçam como a data é vivida lá
Comecem por um mapa, impresso ou na tela. Achem o Brasil e o México e conversem sobre a distância entre os dois. Um atlas infantil ilustrado pode render outras pesquisas em família, mas um mapa gratuito resolve muito bem.
Depois, abram o material “Día de muertos, una costumbre muy mexicana”, da Secretaria de Educação Pública do México. Entre outros exemplos, ele mostra San Francisco Oxtotilpan e o toque de sinos que faz parte da festa no lugar. Escolham um trecho para ver juntos.
Pergunte: “O que essa comunidade faz que a gente ainda não conhecia?”. Anote a descoberta com as palavras da criança. A ideia é conhecer um exemplo real, com curiosidade, sem resumir um país inteiro a uma festa.
2. Façam papel recortado inspirado no papel picado
Separe folhas já usadas de um lado ou papel de seda colorido. Dobre a folha ao meio, faça alguns recortes nas bordas e deixe partes inteiras para o desenho não se desmanchar. Abram devagar e vejam a surpresa que apareceu.

Uma tesoura infantil adequada à idade ajuda quem já sabe recortar, sempre com um adulto ao lado. Para quem ainda não recorta, o adulto prepara as janelinhas e a criança escolhe as cores ou desenha ao redor.
Mostre uma foto do papel picado mexicano e conte que vocês estão fazendo uma versão simples, inspirada nele. Para expor, prenda as folhas num painel fora do alcance dos bebês, sem fios ou tiras soltas no caminho. Uma folha feita pela criança vale mais do que uma parede inteira montada pelo adulto.
3. Criem flores de papel e comparem as formas
Olhem uma foto de cempasúchil antes de começar e reparem no volume, nas camadas e na quantidade de pétalas. Para a versão em papel, recorte círculos, sobreponha algumas camadas e amasse delicadamente o centro.

O papel crepom amarelo ou laranja dá volume, mas sobras de papel pintadas funcionam igualmente bem. Una as camadas com cola em bastão adequada à idade, seguindo as orientações do fabricante, e deixe arames e grampos de fora.
A criança pode escolher entre uma flor grande, várias pequenas ou um desenho. Deixe cada flor do jeito que ela imaginou. Se a textura do papel ou da cola incomodar, um lápis e uma folha já bastam.
4. Montem uma mesa de memórias com histórias escolhidas
Use uma mesa firme e poucos objetos: um desenho, uma foto e algo que ajude a contar uma lembrança. Um porta-retrato de acrílico é uma boa troca pelo vidro, e um suporte de papelão dobrado também resolve.
Lembrar de alguém querido entra só se a família quiser e se a criança se sentir à vontade. Outra possibilidade é dedicar a mesa ao estudo de uma ofrenda mexicana, apenas como descoberta cultural.

Na versão de casa, deixe o fogo de fora. Se quiser usar uma vela de LED, ela fica como enfeite manuseado pelo adulto, longe das crianças e com a tampa das pilhas bem fechada. A Academia Americana de Pediatria alerta para o cuidado com as pilhas pequenas que existem nesse tipo de vela e em outros objetos da casa.
Depois, conte uma lembrança concreta: uma receita, uma música, uma mania engraçada. “Ele sempre guardava sementes num potinho” diz muito mais à criança do que uma longa explicação. Escute as perguntas dela no tempo dela.
5. Desenhem caveiras e conheçam Posada e Rivera
Mostre uma reprodução identificada da Calavera Garbancera e conte em poucas palavras quem foi Posada. Com os maiores, pergunte o que o chapéu elegante quer dizer e por que um artista usaria o humor para falar da sociedade.

Ofereça papel e lápis de cor de ponta grossa, se esse formato for confortável para a criança. Ela pode criar uma caveira com flores, padrões, roupas ou um cenário, sem precisar copiar o traço do artista.
Quem preferir outro tema pode explorar os mesmos padrões numa flor ou numa moldura. Ao final, pergunte: “Como você pensou nessas cores?”. A resposta costuma revelar ideias que o adulto nem tinha percebido.
6. Preparem um caderno de receitas e lembranças
Em muitas tradições mexicanas, as comidas da ofrenda lembram os gostos de quem é homenageado, e os preparos mudam de uma comunidade para outra. A partir disso, vocês podem investigar uma receita da própria família.
Perguntem a alguém da casa qual comida lembra a infância dele. A criança pode desenhar os ingredientes ou ditar a história. Um caderno de desenho vira um registro para guardar, e folhas reunidas numa pasta cumprem a mesma função.
Se forem cozinhar, escolham uma receita conhecida da família e adequada às restrições de cada um. Um avental infantil lavável protege a roupa, mas não é obrigatório. O adulto organiza as etapas, cuida das facas e do fogão e oferece à criança uma tarefa que ela consiga fazer.
Se quiserem conhecer o pan de muerto, procurem uma receita mexicana identificada e contem de onde ela vem. Um pão caseiro decorado por vocês é uma criação da família, e pode ser apresentado assim, com orgulho.
7. Assistam juntos e conversem depois do filme
Viva: A Vida é uma Festa (Disney e Pixar)
Viva, cujo título original é Coco, acompanha Miguel, sua paixão pela música e a história da sua família. A Pixar conta que a equipe fez viagens de pesquisa ao México durante a produção. O filme é uma porta de entrada visual para conversar sobre retratos, lembranças e laços de família, lembrando sempre que é uma obra de ficção.
Como foi aqui em casa: por aqui, o 2 de novembro foi virando dia de cinema. Todo ano, nessa data, a mais velha da casa assistia aos filmes da Disney sobre o tema, como Viva. Sem montar nada especial, a data ganhou um jeito nosso de ser lembrada: sofá, filme e as conversas que vinham depois.
Depois da sessão, escolha uma única pergunta: “Que história da nossa família você gostaria de conhecer?”. Um álbum de fotografias pode continuar essa conversa em outro dia, e as fotos do celular, vistas juntos, também servem.
Os alebrijes merecem um capítulo à parte. A Disney explica sua ligação com o artesão Pedro Linares e como, no filme, eles viram guias espirituais. Vale contar que esse papel foi criado para a história do filme.
Festa no Céu, de Jorge R. Gutiérrez
Festa no Céu (The Book of Life) é outra opção para ampliar o repertório. Dirigido por Jorge R. Gutiérrez e produzido por Guillermo del Toro, acompanha Manolo entre as expectativas da família, suas próprias escolhas e mundos fantásticos. O filme foi lançado pela Fox e hoje aparece no catálogo da 20th Century Studios.
Uma boa pergunta para depois: “Que escolhas o Manolo queria fazer por conta própria?”. Comparem também o estilo visual dos dois filmes. Cada um mostra um olhar diferente, e nenhuma animação sozinha dá conta de toda a diversidade do México.
Antes de assistir, confira a classificação indicativa da versão disponível, pense na sensibilidade da criança e fique por perto para pausar quando precisar. Os catálogos dos serviços de streaming mudam, então vale checar onde cada filme está no momento.
O que dizem as referências sobre infância?
Loris Malaguzzi, referência da abordagem de Reggio Emilia, fala nas “cem linguagens” das crianças: elas se expressam e pensam de muitas formas. É por isso que as propostas deste guia deixam a criança desenhar, contar, construir, observar ou gesticular, sem exigir que todo mundo faça o mesmo objeto.
A NAEYC, associação americana de educação infantil, destaca a importância do contexto cultural, das relações e da participação ativa para uma aprendizagem com sentido. Aqui, isso se traduz em ligar pesquisa e criação às perguntas que as próprias crianças fazem.
Para conversar sobre a morte, o UNICEF reúne orientações com a contribuição da psicóloga Lisa Damour, que recomenda uma comunicação clara e acolhedora. Em vez de dizer que a pessoa “foi dormir”, responda ao que a criança perguntou, com palavras simples, e explique as crenças da família como crenças.
A rede americana NCTSN lembra que datas comemorativas podem ser leves para algumas crianças e mais sensíveis para quem perdeu alguém há pouco tempo. Por isso, a atividade é sempre um convite: a criança pode participar do jeito dela ou escolher outra brincadeira naquele dia.
Como adaptar para a escola e para diferentes necessidades
Na escola, apresente o México e a origem das referências antes de distribuir os materiais. Avise as famílias sobre o tema e deixe a participação com fotos de parentes como algo opcional. O estudo cultural funciona muito bem sem ritual religioso e sem expor a história pessoal dos alunos.
Para crianças que gostam de previsibilidade, mostre a sequência com desenhos: observar, escolher, criar e guardar. Quem tem dificuldade com recorte pode apontar cores ou orientar o adulto. Formatos maiores, contraste visual e descrição oral das imagens ajudam a incluir todo mundo.
Uma criança pode querer conversar muito; outra, só desenhar. As duas formas são bem-vindas: conhecer uma cultura não exige que todos aprendam do mesmo jeito.
Uma experiência que continua depois da decoração
Na hora de guardar os materiais, escolham uma descoberta para levar adiante: o nome de um artista mexicano, uma receita contada por alguém da família ou uma pergunta que ficou no ar. Ela pode voltar numa próxima leitura, num passeio ao museu ou numa conversa no jantar.
Conhecer o Dia dos Mortos com as crianças ganha sentido quando a imagem colorida encontra a história de quem a criou. As flores ajudam a começar, os filmes trazem perguntas e a escuta abre espaço para o resto. Não é preciso fazer uma festa inteira: às vezes, tudo cabe numa mesa pequena, num desenho tortinho e numa história que alguém finalmente teve tempo de contar.
Perguntas frequentes
Podemos fazer a atividade fora de novembro?
Sim. Dá para conhecer a cultura mexicana em qualquer época do ano. Só vale contar às crianças que a celebração acontece em novembro e manter as datas certas. Na escola, a pesquisa, a arte e a conversa podem ser divididas em encontros diferentes.
Como participar se não temos fotografias antigas?
Desenhos e histórias contadas em voz alta são suficientes. Um adulto conta uma lembrança e a criança escolhe como representá-la. Para estudar só a tradição mexicana, usem imagens de instituições culturais e anotem de onde elas vieram.
O que dizer se a criança perguntar se a pessoa vai voltar?
Responda com carinho e clareza que a pessoa morreu e não volta a viver, mas que a família guarda suas lembranças. Se a família tiver alguma crença, explique-a como crença. O UNICEF recomenda uma conversa honesta, no nível de compreensão da criança, e paciência para responder às mesmas perguntas mais de uma vez.
Como envolver irmãos com interesses diferentes?
Ofereça tarefas ligadas ao mesmo tema, sem esperar o mesmo resultado. Um escolhe imagens, outro escreve uma legenda, outro desenha. No final, combinem um momento rápido para cada um mostrar o que fez. Cuidar dos pequenos continua sendo tarefa dos adultos.
Como continuar aprendendo sobre o México depois da atividade?
A curiosidade pode seguir por muitos caminhos. Ouçam juntos músicas tradicionais mexicanas, procurem livros infantis de autores do México na biblioteca e explorem os materiais da Secretaria de Educação Pública mexicana citados neste guia. Se houver um museu com acervo latino-americano na sua cidade, a visita pode virar o próximo passeio da família.
Como guardar os trabalhos para usar de novo?
Espere a cola secar e guarde os papéis numa pasta ou caixa em lugar seco. Anote a data e, se a criança quiser, a história que ela contou sobre o trabalho. Objetos com pilha ficam separados, com o adulto. No ano seguinte, retomem as descobertas e acrescentem novas perguntas.
Posso compartilhar a atividade nas redes sociais?
A atividade pode ficar só em família, e isso já basta. Se quiser compartilhar, prefira mostrar os materiais e o processo, sem expor lembranças íntimas da criança ou de outras pessoas, e respeite quem não quer aparecer.
Continue explorando
Referências
Fontes consultadas em 6 de outubro de 2026. As atividades são propostas da Equipe Boom Clap inspiradas em fontes mexicanas.
- INALI. Fiesta del Día de Muertos, Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad. Instituto Nacional de Lenguas Indígenas, 2018. Acessar.
- INAH. Las fiestas indígenas dedicadas a los muertos. Lugares INAH. Acessar.
- SECRETARÍA DE EDUCACIÓN PÚBLICA (México). Día de muertos, una costumbre muy mexicana. Nueva Escuela Mexicana, 2025. Acessar.
- SECRETARÍA DE CULTURA (México). La gráfica de José Guadalupe Posada, un legado para el patrimonio mexicano. Cultura, 2012. Acessar.
- REGGIO CHILDREN; MALAGUZZI, Loris. The hundred languages. Reggio Emilia Approach. Acessar.
- NAEYC. Principles of Child Development and Learning and Implications That Inform Practice. National Association for the Education of Young Children. Acessar.
- UNICEF EUROPE AND CENTRAL ASIA; DAMOUR, Lisa. How to talk to your children about the death of a loved one. UNICEF, 2021. Acessar.
- PIXAR ANIMATION STUDIOS. Coco. Pixar, 2017. Acessar.
- NATIONAL CHILD TRAUMATIC STRESS NETWORK. Holidays, Celebrations and Traumatically Bereaved Children. NCTSN, 2025. Acessar.
- AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. What Parents Need to Know about Button and Lithium Coin Batteries. HealthyChildren.org. Acessar.
- 20TH CENTURY STUDIOS FAMILY. The Book of Life. 20th Century Studios, 2014. Acessar.
- DISNEY BRASIL. Dia dos Mortos: o que são os alebrijes e como aparecem em Viva: A Vida É Uma Festa. Disney, 2022. Acessar.
- SANTOS RAMÍREZ, Victor Joel. El origen del Día de Muertos. INAH, 2023. Acessar.
- UNAM GLOBAL; MARTÍNEZ GONZÁLEZ, Roberto. El Día de Muertos: una tradición viva que mezcla raíces indígenas, fe cristiana y cultura popular. UNAM Global, 2025. Acessar.
- UNESCO. Las fiestas indígenas dedicadas a los muertos. Patrimonio Cultural Inmaterial, 2003/2008. Acessar.
- UNAM GLOBAL; MARTÍNEZ YRIZAR, Diana; PÉREZ CASTRO, Ana Bella. Ofrendas del Día de Muertos, herencia prehispánica y de la Colonia. UNAM Global, 2022. Acessar.




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